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sábado, 3 de março de 2012

Desabafo 1

Uma bonita história de amor é o que todos gostávamos de viver, e por mais que o queiramos negar, é o amor que guia a nossa vida. Apercebi-me disso só agora, podemos ansiar viver um intenso romance, mas este só chega para quem está disponível. Não é fácil, chega sem pedir permissão, não bate nem sequer uma vez, não temos hipóteses de negar, chega, entra porta a dentro e que não temos como recusar, é num segundo que chega, mas não é por um segundo que fica, fica para sempre nos nosso corações. É uma brisa que entra de repente, quando menos esperamos, deixando-os abanados. Desiquilibra-mo-nos e nesse instante aquela brisa percorre todo o nosso corpo, deixando-nos arrepiados, preenche todos os nossos poros, até chegar ao coração. Preenche os nossos sentidos, passamos a ver  mundo de uma forma diferente, os nossos olhos procuram todo o mundo ansiando encontrar aquela alma, os nossos ouvidos só parecem ouvir aquela doce voz que nos acorda para um mundo tão bom, esperamos sentir aquele cheiro tão bom novamente que só ela tem e o único que queremos sentir, e ... tocar naqueles lábios, senti-los novamente,. é tão bom, porquê esperar... Não faz sentido, é contra-natura, mas somos apenas singelas almas que vagueiam por aí, e que apenas se completam e fazem sentido quando encontram a outra metade.
São várias as brisas que entram de rompante na nossa vida, e que nos deixam sem reacção e a viver em pleno. Porém só há apenas uma alma que nos deixa nesses estado para sempre. Podemos não encontrá-la e até podemos deixa-la fugir das nossas mãos, mas podemos ter a certeza que ficará para sempre cravada no nosso coração. Não conseguimos escapar, podemos tentar esquecer, tentar apagar os seus estragos, mas inevitavelmente passaremos a nossa vida sem aquela metade, que nos completa. Podemos atingir a felicidade plena? Podemos, por alguns instantes, pelo menos,é tão bom, senti-la, pergunto, o porque de a deixarmos fugir? A nossas grandeza não está em encontrá-la, está em conseguir mantém-la e em conseguir vivê-la da melhor forma e com a maior das intensidades. Somos o momento em que estamos, mas também somos o que já passou, somos aquilo que vemos, aquilo que queremos, e aquilo que desejamos.
Somos aquilo que desejarmos, e aquilo por que batalhamos. Somos uma força da natureza se assim o quisermos, temos que descobrir essa força dentro de nós, mas não a podemos deixar fugir.
Eu não sou o que os outros pensam, não ou aquilo que os outros querem, sou aquilo que eu quero e aquilo por que luto.
Não sou perfeita, mas torno-me melhor a cada dia que passa.
Desperdicei tantas opurtunidades, aprisionei-me a mim própria, sem o ter percebido, fechei o coração ao mundo, mas agora tudo mudou. Sinto que agora sim, tenho que me afirmar, e mostrar.me como pessoa especial que sou. É um processo que está a acontecer, sinto-o, ainda agora começou, e agora a sua continuidade está em mim, não quero desperdiça-lo, não o vou deixar fugir. Cheguei até aqui, e quero lutar. Quero ser feliz.
Tudo isto só aconteceu por um motivo, o que desencadeou tudo isto foi simplesmente este grande sentimento que é o amor. Eu só sou feliz quando ama algo, alguém ou a própria vida. Sou agora uma eterna apaixonada pela vida, pelas pessoas, pelas oportunidades, pelo saber, pelo aprender, pelo comunicar, ou simplesmente pela vida.
Sou também agora, um eterna crente no amor verdadeiro, sou uma romântica incurável. Eu acredito num amor verdadeiro.
Eu acredito, não tenho vergonha em dizer aquilo em que acredito, não tenho medo de errar, não tenho medo de falar, não tenho medo de nada. Não me arrependo daquilo que faço, apenas daquilo que faço.
Eu sou isto, se não gostam paciência. Eu quero agora viver a minha vida. Tenho força e nã vou cruzar os braços. Amar cada um, cada gesto, cada simples momento, e desfrutar da vida.
é tão bom viver.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

um longo caminho...

A vida é feita de caminhos e de ensinamentos, que devemos retirar todos os dias, dos mais diversos caminhos que trilhamos.
Hoje sinto que percorri uma viagem e sinto-me melhor a cada dia que passa. aprendi muito, surpreendi-me muito, ri-me muito, mas também errei e sofri muito para chegar até aqui. É verdade que foi um longo caminho, mas também o que seria da vida se não fosse dura. Passei por entre os longos dissabores dos erros, mas sinto-me agora com uma força enorme de conquistar o mundo, de lutar e construir o meu próprio caminho. só com força de vontade, espírito lutador, e por vezes espírito de sacrifício é que vamos lá.
Uma sensação estranha me percorre agora as veias, desde as mais minúsculas vénulas até às mais jorrosas veias tudo em mim jorra a grande velocidade gritando furiosamente, desejando enfrentar a batalha e vencer o inimigo. Há uma fome de luta dentro de mim, estou apenas à espera de encontrar o primeiro obstáculo.
Porém, fico-me por enquanto, deleitada por constatações surpreendentes e por entre esta calma que agora me preenche e me deixa finalmente dizer: encontrei o meu caminho, encontrei a minha força, e não a quero deixar fugir...
Percorri um longo caminho até onde estou hoje (mas que ainda não chegou ao fim) com momentos de muita alegria, mas também de muita felicidade. Tornei-me num poço de emoções, sem igual, ora era a pessoa mais feliz do mundo, ora era a pessoa mais triste e não encontrava porto seguro.
Não consigo perceber se o tempo passou rápido ou devagar, ou se sequer passou tempo. Perdi a noção de tudo, fechei-me dentro de mim mesma, acorrentada aos meus pensamentos, aos meus receios e inseguranças, às minhas desconfianças, às minhas duvidas e perguntas. Deixei de acreditar em alguma coisa sem primeiro desconfiar, e tudo me pareceu ser possível no meio de um cepticismo e insensibilidade total.
fechei-me dentro de mim mesma, para tudo e para todas. Se me perguntarem se acho tempo perdido. Eu diria que não, que sinto-me agora muito bem e que é sem dúvida uma experiência pela qual todos tem que passar. Se o vivem da mesma forma, é claro que não, se o vivem na mesma altura, é claro que não. Muitas vezes se calhar até já nascem assim. Mas, isso, não importa agora, importa sim que passei por isso, e que vejo agora o mundo de outra forma. aprendi a lidar comigo mesma, conheci-me duma forma que ninguém me conhece, aprendi a ser eu, aprendi o que é a vida e aprendi que a quero viver e que me quero agarrar a coisas e a pessoas. aprender foi sem dúvida imperativo nesta viagem. Agora, falta saber se passou do papel para a caneta. Espero que sim, mas como não basta esperar há-que passar à acção.
Olho agora para tectos anteriores e surpreende-me o que está lá escrito, por agora já não concordar com a maioria daquelas letras baralhadas num texto que afinal representa o que eu sentia na altura. Não as vou apagar por considerar que fazem parte do que estava a sentir e para que um dia mais tarde possa vir a ler novamente e perceber o que eu era na altura. Surpreende-me é o facto de eu pensar ser sempre racional e por seguir esta minha ideia da racionalidade acima de tudo, e afinal não fui mais do que sentimentalista na altura, e me deixei agarrar de tal forma aos sentimentos que eles próprios me aprisionaram.
Não me querendo alongar ainda mais quero apenas deixar bem presente, que:
- percorri uma longa viagem que me levou até aqui;
- não posso perder esta força de vontade;
- vou-me agarrar e lutar por aquilo que quero, que neste caso, é ser dinâmica, procurar novas actividades, arranjar novos amigos, e principalmente agora tenho que acabar o secundário com as notas melhores possíveis, e por isso me vou esforçar por tudo e com todas as minhas forças;
- lutar é imperativo, bem como querer aprender sempre e nunca perder este desejo de viver,
- muitas pessoas com enorme força de vontade, sorridentes e muito especiais perdem a vida diariamente, e nós devíamos ao menos ser capazes de viver a nossa vida da melhor maneira,
- a vida não é infinita, e por isso não podemos viver com a ideia de que somos imortais, devemos aproveitar cada dia como se fosses o último, com esperança, força de vontade e com tudo o que temos para dar
- devemos desenvolver uma personalidade diferente, especial, sorridente, cheia de boas energias, essencialmente, porque de tristezas já estamos nós atolados;
- quero morrer com a sensação de que deixei a minha marca neste mundo, por mais pequena que seja;
- quero que quando eu me morra, as pessoas sorriam e se sintam felizes por me ter conhecido;
- não há mais tempo de espera, apenas de acção;
- nada se pode perder

ATENÇÃO ESTA NÃO É UMA MENSAGEM ACABADA, MAS QUE VOU COMPONDO AO LONGO DO TEMPO!

sábado, 14 de janeiro de 2012

A viagem... o começo...

Isto está a descarrilar, tem mesmo que acabar. O meu barco anda completamente perdido sem nada a que se agarrar. Nunca tinha passado por uma situação destas. É impressionante a forma como tudo me parece fugir das mãos e como nada consigo apanhar. Escorrego por todo o lado sem parar. Os meus pés não se conseguem agarrar ao solo de vez, imploro para que tal aconteça, mas não parece surtir efeito. Desde há um mês para cá que isto se tem apoderado de mim, está-se a tornar incontornável e cada vez mais me assusta. Estou a criar um monstro, a verdade é que a culpa é só minha, alimentei este monstro e agora estou a semear o que colhi. O pior é que eu pensava e sempre tive a esperança de que tudo se iria resolver e que era só uma fase.
O problema é que agora vejo que não era só uma fase e que agora se está a tornar em algo muito grave. A minha vida já não faz sentido. Como é que é possível que eu tenha chegado a este estado. Só penso numa coisa e só isso parece importar. Tento contornar isto, mas parece que cada vez mais me enterro. Não sei o que fazer com este mar de coisas más.
É terrível não ter orientação, se antes, mesmo que não tivesse orientação ia sobrevivendo, agora já nem isso. Cada vez me enterro mais, e fui eu que abri este buraco, por isso, só eu sei como fechá-lo. Não é fácil, aliás é muito dificil, e se eu o conseguir fazer posso dizer que é uma grande vitória.
Tenho que abrir os olhos e eu sinto qe chegou a hora e  que estou preparada para isso. Não há mais tempo a perder.
O tempo está-se a esgotar, tenho apenas alguns segundos para conseguir entrar neste barco que me levará mundo fora...
Corro, invisto todo o meu fòlego nesta que poderá ser a minha última corrida. É o tudo ou nada, só entro se conseguir encontrar toda a minha força e se desejar muito que isto aconteça...
... E eis que dentro de mim cresce um intenso desejo de agarrar tudo isto. Estou decidida. Quero entrar naquele barco, nesta que é a minha última opurtunidade.
Já decidi, e utilizando toda a minha força entro no barco com toda a minha força.
Entro e tudo fica para trás, deixei tudo para trás e não posso pensar no que acabei de deixar. A partir de agora a geometria da minha vida é em linha recta.
Nada me pode deter, só eu mesma. Aqui nada mais importa, está tudo nas minhas mãos, só eu é que posso construir o meu futuro. Só as minhas maões podem traçar o meu caminho.
Afinal, quem sou eu?
Eu sou aquilo que eu quiser, por isso, só vou ser fraca se quiser. Só vou conseguir fazer alguma coisa se quiser.
Não me posso esquecer nunca que agora o mundo está à minha espera e que não me posso entregar mais a este mundinho que eu criei.
Pensei que era real, mas já não sei nada. Tudo se perdeu.
Mas, não falemos mais no que já passou. agora, o que interessa é o que se vai passar, aquilo que vai acontecer daqui em diante.
Quero fazer-me à vida. Tenho um grande objectivo, que é conseguir ter uma boa média e vou fazer tudo para o alcançar.
Primeiro tenho que definir os objectivos e cumpri-los, em seguida quero conhecer o mundo e dar-me a conhecer. Vou tentar encontrar algum site e encontrar pessoas com quem possa falar.
Não quero e vou parar de deixar as coisas para a última hora.
vou investir na procura de coisas do budismo, no exercicio, na meditação e na leitura.
E, não vou quebrar aquilo que me atormentava, pois seria um choque, mas vou-me comprometer a ir só uma vez por dia e depois de ter acabado tudo o que tinha para fazer.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estou completamente perdida...

Como tinha dito ainda sinto o meu barco a balouçar, e bastante. Agora mais que nunca sinto-me completamente perdida neste mundo. Preciso urgentemente de me encontrar, de encontrar algo que verdadeiramente me prenda e me faça lutar. Quero ser uma mulher de força de antigamente.
Hoje apercebi-me de que podemos encarar a vida de três formas possíveis: com base no passado, em vivências passadas com pessoas que já partiram, e portanto vivemos no passado, mas que já não existe, ou seja,  não vivemos. Podemos viver no presente, e com tudo o que isso implica, ou seja, sermos totalmente felizes, tendo emoções muito fortes, amando tudo e todos, e sendo verdadeiros e autênticos.
Era isto o que eu queria atingir, e para o qual tenho tentado lutar, mas que está dificil. Não sei o que se passa, mas algo me prende e me impede, é algo que me rouba os pensamentos e que não me deixa ser feliz.
O que preciso eu de fazer?
Talvez continuar a acreditar neles e pensar por vezes neles, há que continuar a sonhar.
Mas, sobretudo quero construir a minha personalidade e encontrar toda a minha força. Devo lutar para ser feliz, dizer tudo, ser autêntica, divertida, saber rir-me de mim mesma, e o mais importante ser confiante e estar segura de tudo o que digo. Eu tenho força e vou conseguir. Não quero deixar passar a minha existência em branco.
E a verdade é que quando temos muito tempo em branco acabamos por nos perder nos pensamentos e podemos dar em malucos.